Em resposta às críticas levantadas nos últimos tempos ao projecto da Estrada Regional 377-2, nomeadamente pelo movimento «Uma Charneca para as Pessoas», o Ministério do Ambiente adiantou à agência Lusa que «todas as soluções e alternativas provocarão impactos negativos significativos» e que «o número de árvores a abater será idêntico em ambas as soluções».
O movimento cívico entende que deveria ser aproveitada a estrada antiga que liga a Costa de Caparica à Fonte da Telha, em vez de ser construído um troço completamente novo, para evitar «o retalhamento» da reserva e «o abate de centenas de grandes pinheiros».
O ministério do Ambiente responde que o traçado aprovado é «o menos prejudicial» à Mata Nacional dos Medos por permitir reduzir a área da mata isolada do restante contínuo natural, «para cerca de 0,5 hectares».
Outro factor a favor do novo traçado tem a ver com a possibilidade de «optimizá-lo» em fase de Projecto de Execução, «deslocando-o mais para o aceiro periférico», reduzindo o número de árvores afectadas, enquanto a solução apontada pelo movimento não permitiria essa possibilidade «porque atravessa a mata», afirma o ministério num comunicado enviado à Lusa.
«A solução B, preferida pelos autores da exposição
"Uma Charneca para as Pessoas", implicaria um forte efeito de barreira, prejudicial à fauna e à gestão da reserva botânica,
destacando desta uma parcela com cerca de 15 hectares» e implicaria a construção de uma rotunda de grande dimensão no interior
da reserva, «o que é evitado» com a alternativa escolhida, aponta ainda o ministério de Nunes Correia.