Flora Silva explicou à Lusa que as algas foram recolhidas na praia de Castelo de Neiva e posteriormente «trabalhadas» por uma empresa da especialidade, sendo o resultado «um sabonete muito agradável, com qualidades excelentes, que faz muito bem à pele».
«Nesta primeira fase, o sabonete será apenas para uma espécie de comércio cultural no Museu do Traje, mas no futuro poderá, eventualmente, entrar num mercado mais alargado», acrescentou.
A apresentação do sabonete integra o programa elaborado pela Câmara de Viana do Castelo para assinalar, no próximo fim-de-semana, a Noite dos Museus e o Dia Internacional dos Museus.
Do programa faz igualmente parte uma visita à Praia Norte, na cidade de Viana do Castelo, guiada por Leonel Pereira, do Departamento de Botânica da Universidade de Coimbra, onde será feita uma recolha do sargaço comestível.
O mesmo especialista irá também proferir uma conferência sobre degustação de sargaço.
A cidade acolherá um feirão com petiscos tradicionais e com algas, animado pelos cantares das mulheres do sargaço de Vila Nova de Anha.
«A ideia é provar que as algas ainda estão vivas, que o sargaço ainda está vivo, e que estes produtos continuam a ter um valor muito grande, quer do ponto de vista da tradição, quer do ponto de vista económico», disse Flora Silva, lembrando que o sargaço é aproveitado para fins medicinais.
Em termos de culinária, afirmou que há restaurantes que servem pratos como o robalo com algas «que têm uma procura enorme».
O programa comemorativo da noite e do dia dos museus inclui também a projecção dos filmes «Sargaço 1970,
Castelo de Neiva» e «Apanha do sargaço, Litoral Norte», além de uma exposição subordinada ao tema «Traje do litoral».