Leonel Carvalho comentava os três assaltos registados hoje a dependências bancárias, dois assaltos a bombas de gasolina e uma estação de correios.
O secretário-geral do Gabinete desvaloriza o facto de serem assaltadas dependências bancárias e que o crime é tratado de igual modo seja qual for o seu género - comércio de alimentação, ourivesarias ou qualquer espaço comercial.
Em relação aos crimes violentos e com recurso a armas, o responsável pelo Gabinete Coordenador de Segurança reconhece que alguns «são mais especializados, em determinadas áreas» e «com recurso a armas mais potentes e sofisticadas, bem como os seus métodos» de actuação.
Dia de assaltos: bancos, CTT e bombas de gasolina
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Leonel Carvalho desconhece «como são obtidas as armas» mas com «a livre circulação é mais fácil». Dá como exemplo as "máfias de leste", que há cerca de cinco anos estiveram a actuar em Portugal mas a Polícia Judiciária «desmantelou vários braços» da organização.
No entender do Gabinete Coordenador de Segurança, a «criminalidade violenta tem aumentado, desde o segundo semestre de 2007», em Portugal, apesar dos números totais não estarem ainda consolidados.
Aumento gradual do crime violento
O general Leonel Carvalho explicou que, «desde 1997, e de uma forma geral, tem-se verificado um aumento gradual do crime violento», tendo os anos de 2003, 2005 e o primeiro semestre de 2007 estabilizado o número de crimes considerados violentos.
Leonel Carvalho afirmou no entanto que ainda «não existem números consolidados do crime violento em Portugal desde o início do ano».
Em termos comparativos, 2006 registou 391.085 ocorrências de crime contra 391.611 em 2007, pela Guarda Nacional Republicana, Polícia de Segurança Pública e Polícia Judiciária, conforme inscrito no do ano passado.
Ainda de acordo com o último Relatório Anual de Segurança Interna em 2006 foram detidas 395 pessoas, por roubo com arma de fogo, e em 2007 as autoridades detiveram 376 pelo mesmo tipo de crime.
Só hoje, e de acordo com dados fornecidos pelas forças e serviços de segurança, foram assaltadas,
com recurso a armas de fogo, três dependências bancárias, dois postos de combustível e uma estação dos CTT, todos na região
da Grande Lisboa.