«Na composição do novo Governo, é lamentável que se tenham esquecido do Algarve. Parece que a linha de escolha dos ministros, nos últimos 30 anos, anda entre Évora e Porto», declarou o autarca socialista.
Manuel da Luz admitiu que até quinta-feira transacta vários responsáveis regionais estiveram na expectativa de ver personalidades algarvias a serem chamadas para integrar o novo Governo de José Sócrates.
Adriano Pimpão, ex-reitor da Universidade do Algarve e antigo secretário de Estado do Desenvolvimento Regional no Ministério de João Cravinho, a quem o autarca reconhece «experiência e currículo» para liderar a pasta da Economia era uma das individualidades algarvias que poderia ter sido chamada, indicou Manuel da Luz.
Para o Ministério da Agricultura, o autarca de Portimão apontou para Miguel Freitas, líder da Federação do Algarve do PS e ex-director regional de Agricultura.
«Mais uma vez, a busca por um ministro da Agricultura ficou-se por Évora. Não digo que a culpa seja de José Sócrates, mas a equipa que trabalhou esta matéria devia de ter descido o olhar mais a Sul. É um erro não o fazer», considerou.
O autarca refere que o que está em causa é «a afirmação do lóbi algarvio» e o reconhecimento das competências regionais.
«O Algarve tem tido apenas secretários de Estado, de forma
intermitente, e a verdade é que, pelo peso da região ao nível das receitas turísticas e pela sua importância na projecção
da imagem do país no estrangeiro, merecia estar representado ao mais alto nível», recordou o socialista algarvio.