«Para mim, um dos melhores jogos do Europeu foi um Portugal A-Portugal B, que pude ver em Neuchatel, um treino aberto com 12 mil adeptos. Que grande exibição de futebol e qualidade técnica!», constatou Andy Roxburgh, da Comissão Técnica.
Quanto a exibições individuais, o técnico defende que Cristiano Ronaldo estava a jogar a um nível que lhe valeria um lugar nos 23 melhores do Europeu, se Portugal tivesse ido mais além. «Ele estava na equipa da Champions League e no princípio prometeu deixar uma marca forte neste Europeu, mas depois tudo acabou muito abruptamente. Se Portugal tivesse ido mais além no torneio, ele e Deco, pelo menos, teriam estado nesta lista. Mas repito, este critério foi muito restrito ao torneio, não teve a ver com reputações.»
Portugal fez grandes exibições nos dois primeiros jogos e ao terceiro, com o apuramento já garantido, Scolari fez oito alterações na equipa titular. Andy Roxburgh diz que é difícil dizer se isso acabou por ser prejudicial à equipa.
«Poupar jogadores no 3º jogo é uma
decisão complicada para qualquer treinador, sem qualquer crítica da minha parte. É importante consolidar o espírito de grupo,
dando oportunidades a todos, mas depois há o problema de quebrar o ritmo adquirido no início. Eu provavelmente teria feito
o mesmo que os meus colegas, mas o debate é interessante e inevitável. Há argumentos para os dois lados, e claro que se não
tivessem poupado jogadores e perdessem nos quartos-de-final, toda a gente os criticaria na mesma. E no caso de Portugal, não
é claro que isso tenha tido influência na derrota com a Alemanha, que foi muito à justa», considera.