«A última coisa de que necessitamos agora é de mais armas e munições na região, que está inundada de armas utilizadas em violação das leis internacionais e que têm um efeito devastador para a população civil em Gaza», afirmou quarta-feira Malcom Smart, director regional da Amnistia.
A organização internacional de defesa dos direitos do Homem considerou em comunicado que o Conselho de Segurança das Nações Unidas deveria impor «um embargo imediato e completo sobre as armas contra todas as partes em conflito em Gaza», uma guerra que fez mais de 1.000 mortos desde o desencadeamento da ofensiva israelita contra o território palestiniano a 27 de Dezembro.
Os Estados Unidos tiveram de anular a entrega prevista de munições num armazém norte-americano em Israel, a partir de um porto grego, perante as objecções de Atenas.
De acordo com a Amnistia, um outro navio, transportando explosivos e outros tipos de munições, deixou os Estados Unidos uma semana antes do início do conflito em Gaza com destino ao porto israelita de Ashdod, mas o seu itinerário via a Grécia teve de ser alterado.
«O governo norte-americano não deverá (entregar) estes carregamentos de armas ou outros a Israel, e o governo grego bem como outros não devem permitir que os seus portos ou outras infra-estruturas sejam utilizados para encaminhar armas para Israel ou para outras partes em conflito», considerou Smart.
É igualmente vital que se acabe com o contrabando de armas com destino a Gaza, desde o Egipto, o que constitui um dos objectivos militares do Israel na ofensiva em curso.
«Os foguetes e os equipamentos destinados ao seu fabrico introduzidos em Gaza, a partir do Egipto, são utilizados contra a população civil do Sul do Israel», prosseguiu Malcom Smart.
«Um embargo imposto pelo Conselho de Segurança é necessário
(...) para prevenir novas entregas de armas, mas também para enviar um sinal forte a Israel e ao Hamas», considerou.