Foi uma noite de caos, com problemas no trânsito, assaltos e situações delicadas em hospitais. A cidade de São Paulo ficou literalmente às escuras durante várias horas, condicionando várias rotinas diárias e os transportes públicos.
Registaram-se várias discussões de trânsito, com troca de agressões, o que obrigou à intervenção da Polícia Militar. Os telefones de emergência ficaram sobrecarregados e a rede da Polícia Civil inoperacional. Autocarros lotados, metro parado, táxis super-concorridos e final de aulas antecipado, nomeadamente nas faculdades.
O maior hospital do país, o Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo, operou normalmente, socorrendo-se de geradores movidos a óleo, segundo relata o «Estadão». O mesmo sucedeu noutras unidade de saúde, assim como nos aeroportos.
Noutros estados, os problemas foram
maiores. Numa maternidade de Bauru, a 329 km de São Paulo, cinco crianças que estavam internadas na Unidade de Terapia Intensiva
tiveram de ser transferidas de urgência para outro hospital da cidade devido à falta de gerador, revela o «G1».
A nível
de criminalidade, há registo de vários casos, como uma mulher que foi morta numa tentativa de assalto na Zona Sul de São Paulo.
Segundo a polícia, terá dado boleia a uma amiga que não tinha como voltar a casa por causa da falta de energia. Ao chegar
ao prédio, no bairro do Jabaquara, as duas foram surpreendidas por um assaltante, tentaram fugir, mas o assaltante disparou
dois tiros e fugiu, causando a morte da condutora.
Um grupo de criminosos aproveitou o apagão para sequestrar um autocarro
na auto-estrada Rio-Santos, em Muriqui, distrito de Mangaratiba, na Região Metropolitana do Rio de Janeiro. Houve troca de
tiros entre a polícia e os ladrões, mas a situação acabou por ser resolvida sem feridos.