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04-11-2009 - 11:06h

Um ano depois, Obama perde eleições

No primeiro grande teste depois de conquistar a presidência dos Estados Unidos, assiste à derrota na Virginia e em Nova Jérsia

Redacção / FC
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  • Halloween na Casa Branca (EPA/TRIPPLAAR KRISTOFFER)

Há precisamente um ano, a América e o mundo celebravam a vitória de Barack Obama. Na última madrugada, uma parte dos Estados Unidos preferiu dar a vitória aos republicanos. Aconteceu nas eleições de Nova Jérsia e Virginia, onde Obama teve a primeira derrota nas urnas depois de se ter tornado o primeiro presidente negro na terra das oportunidades.

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Ainda assim, a sensação entre os principais comentadores é que não se trata de uma punição evidente. Isto porque, apesar da economia e o emprego ser a principal preocupação, em Nova Jérsia, por exemplo, uma grande percentagem residentes apontou para problemas meramente locais, como a corrupção ou taxas de habitação. Na Virginia, segundo sondagens da CNN, 56 por cento reconheceu mesmo que Obama não foi argumento na hora da votação.

Aliás, nenhum dos candidatos democratas a estas duas governações adoptou a estratégia da «mudança». Creigh Deeds, na Virginia, e Jon Corzine, em Nova Jérsia, terão sido punidos pela sua má estratégia e não conseguiram agregar a vontade dos independentes, entregando a vitória aos republicanos. Em Nova Iorque, Michael Bloomber venceu pela terceira vez consecutiva, como seria de esperar, e depois de um gigantesco investimento de 58 milhões de euros do seu próprio bolso.

Popularidade em queda

Ainda assim, é uma evidência que os americanos já não estão tão encantados com Obama. Segundo as últimas sondagens, a sua taxa de popularidade continua a descer, embora tenha estabilizado no último mês.

Segundo a sondagem efectuada pela «Opinion Research Corporation» para a CNN, 54% dos americanos aprovam a estratégia do presidente, o que é um número praticamente idêntico aos 53% alcançados na votação de há um ano. Curiosamente, a percentagem sobe no espectro liberal e desce entre os conservadores.

A maioria das pessoas que desaprova a sua acção aponta falhas na economia, saúde, Afeganistão, Iraque, desemprego, imigração ilegal e défice federal. Por outro lado, seis em dez pessoas continua a ter confiança nele, considera-o um líder forte e honesto.

Um ano depois, Obama vê-se forçado a questionar as suas próprias prioridades. Depois da «Mudança em que acreditamos», já reconhece que «a mudança é difícil».


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