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Ainda assim, a sensação entre os principais comentadores é que não se trata de uma punição evidente. Isto porque, apesar da economia e o emprego ser a principal preocupação, em Nova Jérsia, por exemplo, uma grande percentagem residentes apontou para problemas meramente locais, como a corrupção ou taxas de habitação. Na Virginia, segundo sondagens da CNN, 56 por cento reconheceu mesmo que Obama não foi argumento na hora da votação.
Aliás, nenhum dos candidatos democratas a estas duas governações adoptou a estratégia da «mudança». Creigh Deeds, na Virginia, e Jon Corzine, em Nova Jérsia, terão sido punidos pela sua má estratégia e não conseguiram agregar a vontade dos independentes, entregando a vitória aos republicanos. Em Nova Iorque, Michael Bloomber venceu pela terceira vez consecutiva, como seria de esperar, e depois de um gigantesco investimento de 58 milhões de euros do seu próprio bolso.
Popularidade em queda
Ainda assim, é uma evidência que os americanos já não estão tão encantados com Obama. Segundo as últimas sondagens, a sua taxa de popularidade continua a descer, embora tenha estabilizado no último mês.
Segundo a sondagem efectuada pela «Opinion Research Corporation» para a CNN, 54% dos americanos aprovam a estratégia do presidente, o que é um número praticamente idêntico aos 53% alcançados na votação de há um ano. Curiosamente, a percentagem sobe no espectro liberal e desce entre os conservadores.
A maioria das pessoas que desaprova a sua acção aponta falhas na economia, saúde, Afeganistão, Iraque, desemprego, imigração ilegal e défice federal. Por outro lado, seis em dez pessoas continua a ter confiança nele, considera-o um líder forte e honesto.
Um ano depois,
Obama vê-se forçado a questionar as suas próprias prioridades. Depois da «Mudança em que acreditamos», já reconhece que «a
mudança é difícil».