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02-04-2009 - 19:20h

Câmara do Seixal critica ambientalistas

Autarquia considera acusações do grupo Flamingo uma «política desonesta»

Por: Redacçãoemailmais artigos deste autor / TG
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  • Ambiente

A Câmara do Seixal criticou esta quinta-feira as acusações do grupo ambientalista Flamingo, segundo as quais o sapal de Corroios está a servir de depósito de areia considerando que se trata de «política desonesta».

«Trata-se de uma falta de respeito muito grande e os ambientalistas estão a fazer política desonesta», disse esta quinta-feira à agência Lusa Jorge Silva, vereador do sector do Urbanismo da autarquia.

Na quarta-feira, a associação ambientalista Flamingo afirmou que «o sapal de Corroios está a servir de depósito de areia, que provém do terreno onde está a ser construído o novo Centro de Saúde de Santa Marta do Pinhal(Corroios)».

Jorge Silva, alertou para o facto dos ambientalistas estarem «mal informados», ou seja, as obras iniciadas há cerca de uma semana em Santa Marta do Pinhal são para a «construção de uma superfície comercial» e não do novo centro de saúde.

Embora, futuramente, no mesmo espaço venha a ser edificado o centro de saúde e também uma esquadra da PSP, admitiu o vereador.

Em relação ao depósito das areias no Sapal de Corroios o autarca afirma veemente que a Câmara não tem «qualquer responsabilidade», visto ter sido a empresa que detém a exploração da engorda artificial de peixes (Viveilis) no sapal a contactar o promotor da obra para que «fossem lá depositadas as areias».

A «polémica» Sapal de Corroios já dura há oito anos e a sua reposição está na origem das várias lutas que a associação Flamingo juntamente com os cidadãos têm travado junto das entidades com responsabilidades no referido património natural.

A autarquia do Seixal em nada se opõe a estas lutas e afirma «respeitar» os ambientalistas, mas quando lutam com «dignidade», não da forma que têm «acusado» o município, sem sequer «apontarem o dedo a quem devem».

«Não percebo porque é que estes ambientalistas não vêm aqui à Câmara falar connosco. Têm toda a abertura para isso e seria mais digno ouvirem-nos primeiro antes de falarem em praça pública», sugere o autarca.

Quanto às licenças emitidas à empresa Viveilis para a exploração de piscicultura no Sapal de Corroios não são da «competência da autarquia» e tudo o que foi licenciado foi da parte do Ministério do Ambiente, sendo que, a única licença emitida pela Câmara foi a obra da «demolição dum barracão» existente no local, disse o autarca.


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