«Queremos reforçar a qualificação dos portugueses, a internacionalização, a qualidade do ensino ministrado no sector, a ligação entre a capacidade científica das universidades e a dos centros de investigação», afirmou, em conferência de imprensa, na Universidade do Minho.
Mariano Gago, cujas relações com a anterior Reitoria da Universidade foram marcadas por alguma tensão por
causa do financiamento estatal e da relação com o Instituto Ibérico de Nanotecnologias, disse que vai haver diálogo com a
instituição minhota e com todas as outras, «através da fórmula de um contrato de confiança».
Considerou que Portugal
está na média dos países desenvolvidos em termos de estudantes que frequentam o ensino superior - 36 por cento dos jovens
com 20 anos -, mas lembrou que há um «défice acumulado», já que apenas 10 por cento dos portugueses tem um curso superior.
«Há agora que reforçar as qualificações, a formação avançada, as pós-graduações e a relação com a actividade social e económica», frisou, lembrando que anualmente já se fazem 1500 doutoramentos no país.
Gago sustentou que o país precisa que os milhares de pessoas e famílias que nunca frequentaram ou mesmo já o abandonaram, se dirijam ao ensino superior, que se deve alargar à generalidade das pessoas e não apenas aos jovens.
O responsável governamental deslocou-se
à Universidade do Minho, em Braga, e ao AvePark-Parque de Ciência e Tecnologia, em Guimarães, onde visitou o Instituto de
Medicina Regenerativa de Tecidos.