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07-02-2006 - 13:00h

Caricaturas incitam a «guerra de religiões», diz Freitas

MNE português lamenta e discorda da publicação

Redacção
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O ministro dos Negócios Estrangeiros português afirmou hoje que lamenta e discorda da publicação de caricaturas de Maomé que «ofendem as crenças ou a sensibilidade religiosa dos povos muçulmanos» e incitam a uma «inaceitável guerra de religiões».

Em comunicado, Diogo Freitas do Amaral defende que «a liberdade de expressão, como aliás todas as liberdades, tem como principal limite o dever de respeitar as liberdades e direitos dos outros».

«Entre essas outras liberdades e direitos a respeitar está, manifestamente, a liberdade religiosa, que compreende o direito de ter ou não ter religião e, tendo religião, o direito de ver respeitados os símbolos fundamentais da religião que se professa», realça o ministro.

«Para os católicos - assinala -, esses símbolos são as figuras de Cristo e da sua Mãe, a Virgem Maria. Para os muçulmanos, um dos principais símbolos é a figura do Profeta Maomé». Na opinião de Freitas do Amaral, «a liberdade sem limites não é liberdade, mas licenciosidade».

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