Estão a ser formados os primeiros 35 elementos da corporação, num curso com 560 horas, disse à agência Lusa o capitão Galvão da Silva.
As declarações foram feitas numa apresentação do primeiro Curso Internacional de Identificação de Vítimas de Desastres e Recolha de Vestígios Biológicos em Vítimas de Acidentes e Epidemias, que decorreu num departamento da Universidade Nova de Lisboa.
A formação dos elementos, todos pertencentes à Divisão de Investigação Criminal da GNR, está a ser feita em colaboração com a Guardia Civil espanhola, que trouxe a Lisboa uma viatura especialmente equipada para deslocar para cenários de catástrofe para identificação de vítimas.
O oficial da GNR que apresentou o equipamento disse que o camião-laboratório todo-o-terreno é o mais avançado do género existente na Europa.
A viatura, além de um sofisticado sistema de comunicações via satélite e estar preparado para funcionar autonomamente em quaisquer condições climatéricas, possui equipamento para recolher elementos de cadáveres e tratar informaticamente os dados obtidos para conseguir identificar vítimas de desastres.
O capitão Galvão da Silva disse ainda que está entre os objectivos da GNR dispor de uma viatura do género, adiantando que, em «meados deste» ano, a corporação militarizada irá ter concluídos, para entregar ao Governo, os estudos prévios para fundamentar a aquisição do equipamento.
O chefe da equipa da Guardia Civil presente em Lisboa disse à Lusa que o camião-laboratório, com o «equipamento-base», custa cerca de 600 mil euros.
De acordo com o oficial da GNR que acompanhou os jornalistas, dos objectivos do grupo que está a ser formado faz parte a colaboração em missões internacionais de resposta a grandes catástrofes, como o tsunami que ocorreu na Ásia a 26 de Dezembro de 2004 e que fez mais 226 mil vítimas.
Contudo, acidentes de menor dimensão, como a queda de um avião ou até o reconhecimento de cadáveres em avançado estado de decomposição no próprio local onde são encontrados, fazem parte do tipo de trabalho que poderá ser desenvolvido pelo novo grupo da GNR.
Os peritos que vão ser formados regressarão depois à Divisão de Instrução Criminal, onde continuarão a trabalhar quando não surgirem situações que exijam a sua especialização de identificação de vítimas.
Terão, contudo, acções de formação e treino
regulares para manterem a operacionalidade para resposta a catástrofes.