Os embriões sobreviveram durante três dias e foram criados no âmbito de uma investigação médica sobre várias doenças.
Esta descoberta foi noticiada um mês antes dos deputados britânicos debaterem o futuro deste tipo de pesquisa, descrita pela Igreja Católica como «monstruosa».
A BBC sublinha, porém, que muitos cientistas referem que este tipo de investigação é essencial para perceber certos tipos de doenças, como Parkinson e Alzheimer.
ADN humano, óvulos de vaca
Vistos ao microscópio estes embriões são semelhantes a qualquer outro com três dias de existência, mas foram obtidos através da injecção de ADN de células de pele humana em óvulos de vaca, a que foi retirado todo o material genético.
A equipa de investigadores de Newcastle explicou a decisão de utilizar óvulos de vaca devido ao facto dos óvulos humanos doados serem um recurso escasso.
A BBC frisa que estes óvulos se destinam apenas à investigação e que os investigadores não irão deixar que se desenvolvam mais do que 14 dias.
Os cientistas do projecto dizem que este é um processo que se enquadra dentro dos padrões éticos. «Estamos a lidar com um conjunto de células que nunca se irão desenvolver. É um processo laboratorial e estes embriões nunca serão implantados em ninguém», disse o professor John Burn da Universidade de Newcastle.
Esta investigação foi feita com autorização
da entidade reguladora do sector no Reino Unido, a Autoridade para a Fertilização Humana e Embriologia.