logotipo tvi24

Cavaco Silva eleito presidente da CPLP

Declaração de Lisboa exulta aprovação do plano da promoção da Língua Portuguesa

Por: Redacção    |   2008-07-25 18:50

Os chefes de Estado e de Governo da CPLP aprovaram esta sexta-feira a Declaração de Lisboa, em cujas 19 páginas dão conta de mais de uma centena de orientações, com destaque para a aprovação do projecto de promoção e valorização da Língua Portuguesa. Segundo a Declaração, a que a Agência Lusa teve acesso, o chefe de Estado português, Aníbal Cavaco Silva, foi eleito por unanimidade como presidente da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP).

O chefe de Estado português substitui o seu homólogo da Guiné-Bissau, João Bernardo «Nino» Vieira. O guineense Domingos Simões Pereira, por seu lado, foi eleito, unanimemente também, como novo secretário-executivo da organização, no lugar do cabo-verdiano Luís Fonseca, estando mandatado por dois anos, provavelmente renováveis quando Angola receber a VIII Cimeira, em 2010, com Cabo Verde a acolher, em 2009, a XIV reunião do Conselho de Ministros.

Do documento destaca-se também a atribuição ao Senegal do estatuto de observador associado, juntando-se às ilhas Maurícias e à Guiné Equatorial, país que viu adiada a discussão de uma eventual integração como membro de pleno direito da CPLP, tal como pretendia Teodoro Obiang Nguema, presidente equato-guineense.

Os chefes de Estado e de Governo dos «oito» aprovaram também resoluções que visam o endosso de candidaturas de Estados membros a órgãos de organizações internacionais, o empenhamento da CPLP no combate ao VIH/SIDA e o funcionamento provisório dos Centros Regionais de Excelência.

A concessão do Estatuto de Observador Consultivo da CPLP ficou igualmente definida numa resolução, que prevê as condições para a respectiva atribuição, o reforço da participação da sociedade civil na comunidade, o poder local, a circulação de bens culturais, a segurança alimentar, o Conselho Empresarial da organização lusófona foram alvo também de resoluções aprovadas por unanimidade.

Aumento orçamental

Em relação ao Instituto Internacional de Língua Portuguesa (IILP), além da recondução da linguista angolana Amélia Mingas como directora, foi igualmente aprovado o orçamento da instituição, que passa dos 148.500 euros definidos na Cimeira de Bissau, em 2006, para 183.230 euros, um aumento de 34.7340 euros (23,3 por cento).

O orçamento do secretariado executivo foi também aprovado, passando dos antigos 927.169 euros definidos em 2006 para 1,213 milhões de euros, o que corresponde a um aumento de 285.831 euros (30,8 por cento).

Os líderes dos «oito» aprovaram também a declaração «A Língua Portuguesa: Um Património Comum, Um Futuro Global», realçando a importância da concertação, a nível da CPLP, na prossecução de políticas linguísticas que projectem e afirmem a Língua Portuguesa internacionalmente e sejam adequadas à situação de cada Estado membro.

No âmbito da concertação político-diplomática, os «oito» realçaram a necessidade de a CPLP continuar a desenvolver uma acção estratégica de projecção internacional.

Os «oito» instaram ainda à realização do Fórum sobre Energias Renováveis e Protecção do Meio Ambiente, a ter lugar em Outubro de 2008.

HB

Partilhar
EM BAIXO: CPLP: Sócrates diz que é preciso levar o português para o Mundo
CPLP: Sócrates diz que é preciso levar o português para o Mundo

«É extraordinário que receitas fiscais não cubram as despesas»
Constança Cunha e Sá comenta medidas do Orçamento Retificativo apresentadas pelo Governo
Seguro defende realização «imediata» de debates com Costa
«Em vez de fazermos um debate sobre os debates, o que devemos fazer é o próprio debate em si»
Seguro: Orçamento retificativo «é inaceitável»
secretário-geral do Partido Socialista considera documento uma peça na «estratégia de empobrecimento do país»
EM MANCHETE
Exclusivo: entrevista ao melhor do mundo
Cristiano Ronaldo abriu as portas de sua casa a Judite Sousa para uma entrevista focada na sua vida pessoal
Governo prevê cobrar 1,1 mil milhões de impostos
Seguro: Orçamento retificativo «é inaceitável»