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14-07-2009 - 14:35h

Sócrates promete 125 mil vagas em cursos profissionais

Primeiro-ministro garante quadruplicação em relação ao anterior Governo

Redacção / CP
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  • Greve dos professores

José Sócrates prometeu, esta terça-feira, que haverá 125 mil vagas para alunos de cursos de ensino profissional no próximo ano lectivo, comparando com as 30 mil do último ano da coligação PSD/CDS-PP, em 2004/2005.

«No ano lectivo de 2009/2010, vamos ter 125 mil alunos a frequentar cursos profissionais, o que significa que, no espaço destes anos, praticamente quadruplicou o número de alunos. Trata-se de uma alteração estrutural no nosso sistema público de ensino», defendeu, durante uma sessão na Escola Técnica de Imagem e Comunicação, em Lisboa.

De acordo com o primeiro-ministro, com este aumento de vagas, «procedeu-se a uma correcção de um erro histórico». «Ao longo das últimas décadas de democracia, um dos erros mais significativos foi a desvalorização dos cursos profissionais. Nós corrigimos este erro em poucos anos. Portugal consegue agora atingir finalmente uma meta que há muito tempo era recomendada pela OCDE», disse.

Segundo Sócrates, «todos os países desenvolvidos têm uma oferta de ensino em que metade é de cursos gerais e outra metade de cursos profissionais». «No próximo ano lectivo, finalmente Portugal passa a ter 50 por cento dos seus cursos do Ensino Secundário com a natureza de cursos profissionais», comentou.

O primeiro-ministro defendeu que 50 por cento de alunos em cursos profissionais contribui para a existência de menores taxas de abandono e insucesso escolar, assim como aumentam a prazo a competitividade das empresas e da economia nacional.

«Para as famílias cujos filhos vão ter agora de escolher, quero dizer que estes cursos profissionais não são cursos de segunda. São importantes para o país, qualificam do ponto de vista académico e do ponto de vista profissional», explicou, antes de referir que no próximo ano lectivo também entrará em vigor o novo sistema de bolsas de estudo para os alunos do 10º ano de escolaridade.

«A partir de Setembro, pela primeira vez, vai existir uma bolsa de estudo para o Ensino Secundário. As famílias que inscreverem os seus filhos no 10º ano, aquelas que necessitam, vão ter uma bolsa de estudo para que os seus filhos estejam na escola e completem o 12º ano. É assim que se estrutura a ambição de ter uma escola obrigatória de 12 anos, até aos 18 anos», concluiu José Sócrates.

Nesta sessão estiveram presentes a ministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, e os secretários de Estado Valter Lemos e Pedro Medina, tendo sido apresentado o novo «kit das profissões» - um manual para auxiliar alunos e professores ao nível da informação sobre cursos profissionais.


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