De acordo com Antero Moreira, um dos presidentes de mesa de voto, em declarações à Agência Lusa, tudo se deveu a um despacho emitido na passada sexta-feira pela presidente da Assembleia de Apuramento Geral do Tribunal de Loures a solicitar que todos os presidentes de mesa acompanhem a PSP ao tribunal no transporte dos documentos de voto. Contudo, essa ordem viria a ser alterada pelas juntas de freguesia que deram indicação aos presidentes de mesa que se limitassem a aguardar pelo encerramento das mesas e fizessem a sua entrega à PSP, podendo depois ir para casa.
Por esse motivo, muitos ficaram surpreendidos quando, posteriormente foram contactados para comparecer no tribunal, onde se encontram alguns há cerca de uma hora. «Isto é uma vergonha. Estamos acordados desde as 07:00 e ainda não jantámos», exclama Antero Moreira, um dos presidentes de mesa da freguesia de Santo António dos Cavaleiros, «obrigado a comparecer» com a PSP na entrega dos documentos de voto ao tribunal.
A longa fila e o cansaço acumulado, depois de um dia eleitoral, gerou alguma tensão o que originou uma troca de insultos com alguns funcionários do tribunal, situação imediatamente resolvida pelas forças de segurança. «Isto não faz sentido e é ilegal. Nem num país do terceiro mundo», exclamou Carlos Pedroso, outro dos presentes.
Indignados os presidentes de mesa de voto decidiram elaborar um abaixo-assinado que irá ser entregue
à Comissão Nacional de Eleições e ao Ministério da Justiça.