Joana Amaral Dias confirma que foi mesmo Paulo Campos, Secretário de Estado das Obras Públicas, a convida-la para integrar a lista do PS às Legislativas.
Sem querer entrar em muitos detalhes, a militante do Bloco afirmou, em declarações à «TVI», que o convite foi feito pelo telefone, mas afirma não entender o facto de Paulo Campos afirmar que apenas teve com ela «contactos pessoais e privados». «Paulo Campos é um pessoa que só vi uma vez na vida», adiantou.
«Foi-me dito que o PS estava a tentar fazer uma renovação das suas listas e a tentar captar algumas figuras à esquerda», disse Joana Amaral Dias, adiantando que não ficou incomodada com esse convite. «Não acho que seja nenhum desmérito, mas acho que não faz sentido, que não há condições políticas para eu aceitar», afirmou, dizendo que rejeitou «liminarmente, com clareza».
«Tenho tido uma postura crítica em relação a medidas do governo e por isso não fazia sentido ser deputada pelo PS», adiantou.
Paulo Campos explica o telefonema
Em entrevista à «Sic Notícias», Paulo Campos nega que tenha feito um convite e explica o telefonema. «Tentei confirmar a informação que tinha de que a dra Joana Amaral Dias estava disponível para integrar as listas do PS», afirmou o Secretário de Estado, sem contudo revelar de onde obteve essa informação.
«Perante contactos que me fizeram chegar da disponibilidade da dra. Joana Amaral Dias de poder fazer parte da lista de candidatos do PS e como eu declinei o convite que me foi feito para ser deputado, resolvi indagar se ela consideraria a hipótese de ser candidata», adiantou.
Paulo Campos afirmou ainda que a militante bloquista lhe pediu «algumas horas para pensar». «Telefonou-me depois e disse-me que tinha reflectido e não estava interessada e por isso nem fiz participação desta conversa a ninguém», afirmou, garantindo que só no domingo passado, depois de a polémica ter vindo a público, avisou Sócrates de que tinha feito esta diligência». «Não o fiz antes porque nem me revi na descrição que estava a ser feita do convite do PS à dra Joana Amaral Dias», adiantou.
Lamentando as proporções que o assunto tomou e garantindo repetidamente que o contacto que teve com Joana Amaral Dias
não foi um convite, Paulo Campos, frisou ainda que a pergunta apenas se referia à disponibilidade de integração na lista de
deputados e que nunca falou de outros cargos. «Fala-se do IDT [Instituto da Droga e Toxicodependência], mas eu nem sequer
sabia o que era o IDT», disse o Secretário de Estado.