A Casa Real espanhola obriga a que seja montado um esquema de segurança especial, que envolve meios espanhóis e portugueses, entre elementos da Polícia de Segurança Pública, da Polícia Nacional Espanhola e serviços de inteligência. O terreno já foi devidamente estudado pelos mais altos responsáveis de segurança do rei, que estiveram em Braga para poder articular com os portugueses todas as áreas de cobertura, prevendo todos os passos a dar pelo rei e pelos restantes dignitários.
Realizado o levantamento de necessidades, foi elaborado um esquema, que envolve meios visíveis e outros mais escondidos. No terreno, o Comando de Braga faz a coordenação dos elementos de patrulhamento, que estarão espalhados pela cidade, e vão encarregar-se de vigiar as artérias próximas do novo laboratório.
Destacados para o local serão, igualmente, elementos da Unidades Especial de Policia, Corpo de Intervenção, forças especiais, corpo operacional cinotécnico (com cães) e de investigação criminal, bem como, pelo menos, uma equipa do Centro de Inactivação de Explosivos e Segurança em Subsolo, capaz de bloquear as comunicações (como sinais de telemóvel) em zonas predefinidas durante um certo período de tempo.
Ao todo serão cerca de 300 elementos, entre todas as forças dos dois países, sendo que o Comando de Braga terá a grande maioria do seu dispositivo destacada para esta situação. O nível de segurança elevado obriga, ainda, que tenha sido requerido aos jornalistas que estejam dentro do perímetro autorizado mais de 45 minutos antes do início da chegada do Rei, o que irá acontecer às 12:55. Minutos antes, chegarão as outras figuras, entre ministros, primeiros-ministros e Presidente da República.
Investimento de 30 milhões em parceria com Espanha
O Laboratório Ibérico Internacional de Nanotecnologia é um centro de investigação, sediado em Braga e com um investimento anual previsto de 30 milhões de euros; com 14 mil metros de área laboratorial, num edifício de cerca de 20 mil metros quadrados, o laboratório está dedicado à investigação, na área das nanotecnologias, e será também dotado com um centro de ciência viva.
Os primeiros cientistas devem ser
recebidos apenas em meados do próximo ano, contudo, o INL dispõe já de cerca de 40 cientistas em formação ou estágio em vários
centros de referência, na Europa, nos Estados Unidos da América e no Japão.