Na última semana, depois de elogiar o trabalho de José Sócrates, Valentim Loureiro reafirmou que se recandidata em 2009 e que só voltará um dia ao PSD se o partido o convidar.
Confrontado com estas declarações, Marco António Costa recordou que «foi a direcção nacional do partido a expulsar Valentim Loureiro, pelo que deve ser ela agora a decidir se o quer convidar ou não».
«Valentim Loureiro conta até com a presença na direcção nacional, como primeiro vice-presidente, de Rui Rio, que sempre demonstrou grande proximidade política para com ele, ao convidá-lo para a Junta Metropolitana e Metro do Porto», frisou o dirigente social-democrata.
Marco António Costa sublinhou ainda que «Valentim Loureiro manteve sempre com Rui Rio uma grande proximidade política, nomeadamente na Junta Metropolitana e no Metro».
«Os alinhamentos na Junta Metropolitana do Porto fazem-se mais por relações pessoais do que partidárias», disse o líder distrital portuense para quem o major «sempre foi independente, mesmo quando era militante do PSD».
Valentim admite apoiar... Sócrates
Quero um bulldog francês! Alguém conhece quem tenha? diz:
Major deve «suspender mandato»
Comentando o artigo da última semana de outro vice-presidente do PSD, António Borges, que no Público defendeu a concessão do Aeroporto Francisco Sá Carneiro a agentes políticos do Norte em parceria com privados, Marco António Costa lamentou que a sua distrital não tenha sido consultada antes.
«Porque o texto é assinado na condição de membro da direcção nacional do partido, não de gestor», disse Marco António. Apesar desse «erro» de António Borges, o líder distrital concordou com a posição de Borges, salientando apenas que «mais importante do que falar sobre se a gestão do aeroporto deve ser entregue ao grupo A, B ou C é acautelar que ele tenha uma gestão ao serviço da região».
Marco António Costa considerou mesmo que António Borges falou, no artigo, «em nome da líder do partido, Manuela Ferreira Borges, porque o artigo não foi desautorizado até agora».
A distrital portuense reúne-se na primeira
quinzena de Setembro com vários responsáveis políticos para definir uma agenda de defesa do tema da regionalização, que o
líder distrital disse ir adoptar como prioridade.