«Eu fui aquele que teve a coragem de avançar com um inquérito à supervisão bancária em Portugal», numa altura em que «ainda não se falava no BPN, mas apenas do BCP e do papel do Banco de Portugal» no sector, afirmou Menezes. Na altura terá então recebido «criticas ameaçadoras, algumas delas por escrito», enviadas inclusive por «alguns ex-ministros que não queriam que avançasse a fiscalização à supervisão bancária».
«Tive a demissão de membros da minha comissão política nacional porque eram accionistas de referência do
BPN e tinham medo que a supervisão bancária fosse tocar nos interesses, por ventura, de instituições financeiras que não estavam
a funcionar de acordo com os padrões de transparência do Estado de Direito», revelou ainda o social-democrata.