Paulo Portas falava aos jornalistas na cidade espanhola de Badajoz, onde se deslocou para comparar os preços dos combustíveis praticados em Portugal e Espanha.
«A teimosia de Sócrates leva apenas a isto: Zapatero enriquece e agradece e perdemos todos nós», afirmou o presidente do CDS-PP, num dos vários postos de abastecimento de combustíveis em Badajoz, onde se encontravam dezenas de portugueses a abastecer as suas viaturas.
Paulo Portas foi saudado pelos clientes portugueses da gasolineira espanhola, que apelaram à baixa dos preços dos combustíveis em Portugal.
João Varela, da vila alentejana de Campo Maior, é uma das «presenças constantes» nas bombas de gasolina de Badajoz.
«A diferença dos preços é abismal e os portugueses estão aqui diariamente. Fico satisfeito ao ver aqui Paulo Portas e peço-lhe para que interceda junto do Governo para alterar a política dos combustíveis em Portugal», disse o cliente português.
De regresso a Portugal, a escassos quilómetros, Paulo Portas visitou um posto de abastecimento de combustíveis em Elvas, que não apresentava qualquer cliente. «Isto não pode ser», desabafou.
Na gasolineira portuguesa, o litro de gasolina sem chumbo 95 octanas custava hoje 1,494 euros, enquanto no posto de abastecimento espanhol estava a 1,211 euros.
O gasóleo em Badajoz estava a 1,270, mas na gasolineira de Elvas já atingia 1,369 euros.
Lamentando que «a política do governo português leve a que cada vez mais cidadãos se abasteçam em Espanha», Paulo Portas considerou que tal situação significa que os portugueses «vão deixar riqueza ao país vizinho, vão contribuir para a riqueza das empresas espanholas e vão pagar impostos sobre gasolina e IVA em Espanha».
«Em cada litro de gasolina, os espanhóis arrecadam em impostos cerca de quatro cêntimos. Os portugueses, Sócrates, arrecada mais de 83 cêntimos», disse.
HB