«Nós temos que retomar os princípios do programa do PSD. Temos andado aí com algumas derivas. O PSD é um partido popular e não populista», defendeu a candidata à liderança social-democrata.
A antiga ministra das Finanças de Durão Barroso apelou à «união» do partido, sustentando que o PSD deverá ser «interclassista» e repudiou «veementemente» a linguagem das elites e das bases.
«Não somos o PCP»
«Nós somos o partido em que a dignidade humana está acima da política. Somos um partido interclassista e é por isso que eu repudio veementemente a linguagem das elites e das bases», afirmou, numa sessão com militantes no auditório do Museu de Tapeçarias de Portalegre.
Para Manuela Ferreira Leite, esta é uma «linguagem divisionista» do partido e é considerar e trazer para o interior do PSD uma luta de classes. «Nós não somos o PCP», defendeu.
Durante o encontro com militantes sociais-democratas, em que advogou que o PSD em 2009 deverá olhar para o PS «olhos nos olhos» nas eleições autárquicas, legislativas e europeias, Manuela Ferreira Leite reconheceu ainda que o partido passa por uma fase «difícil».
«Ninguém nos ouve»
A candidata à liderança do PSD, que criticou a politica governamental socialista, lamentou que a oposição levada a cabo pelo PSD não seja ouvida pelos portugueses.
«Nós temos feito oposição. O problema é que ninguém nos ouve e entramos na fase de não nos ouvirem porque não nos respeitam e essa fase é imerecida, como é o grande perigo que se coloca ao partido», afirmou.
No decorrer do encontro com cerca de cem militantes do PSD, a candidata defendeu que a constituição da bancada do PSD na Assembleia da Republica deverá ser mais credível, mais próxima também dos cidadãos.
«A constituição da bancada deve ser alguma coisa que também nos credibilize, o que não tem sucedido até à data», afirmou.
HB