«Os resultados dos estudos de opinião mostram que o PSD ainda não apareceu aos olhos da sociedade portuguesa como uma alternativa credível. A direcção nacional do partido não pode ficar alheada, surda e cega a estes sinais que vão aparecendo», afirmou o ex-candidato à liderança social-democrata.
Passos Coelho considerou que «esses sinais obrigam a fazer correcções». «Corrigir a rota não é um sinal de fraqueza, é um sinal de inteligência. E a direcção nacional do PSD tem a possibilidade de o fazer e comunicar com os portugueses, para criar a sensação de diferença, de que o País não tem de seguir o caminho fatalmente para um mandato do PS», disse.
«Se [o PSD] tivesse um quarto [líder] agora, os portugueses pensariam, e bem, que não está preparado para assumir o Governo»
O ex-candidato alertou que «o tempo realmente já é escasso» e que o PSD está a lutar contra ele, mas frisou que «outra coisa é já não termos tempo»: «Quem está à frente do PSD não pode estar dominado por essa expectativa negativa».
«No que me diz respeito, não tenciono criar nenhuma dificuldade ou instabilidade no PSD», garantiu, deixando o apelo: «Espero que as outras pessoas percebam que por mais que seja difícil termos todos o mesmo pensamento - não temos todos o mesmo pensamento - não podemos deixar de respeitar a linha que venceu no último congresso».
E alertou que a realização de eleições
antecipadas no PSD poderia colocar em risco a própria posição do partido na sociedade portuguesa: «Já não falo dos últimos
15 anos. No último ano e meio, o PSD teve três líderes. Se tivesse um quarto agora, em tão pouco tempo, os portugueses pensariam,
e bem, que o partido não está preparado para assumir o Governo. Se houvesse uma crise no PSD, isso afectaria todo o País».
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