«O que interessa saber é quais serão os três principais candidatos. Neste momento, já há dois candidatos desses três - Manuela Ferreira Leite e Pedro Passos Coelho. Falta saber qual é o candidato que vem da linha que estava no poder. Parece que é Pedro Santana Lopes, mas veremos se é. Vamos esperar para ver», disse o comentador político e antigo líder do PSD.
«Há uma coisa muito importante que é esperar para ver o programa que vão apresentar. Manuela Ferreira Leite vai, de certeza, apresentar um programa elaborado porque é uma pessoa experiente».
Pedro Passos Coelho tem «sangue na guelra»
Marcelo Rebelo de Sousa atribui grande importância à candidatura de Pedro Passos Coelho, que disse ser um candidato com «sangue na guelra» e de quem espera um «programa inovador».
«Só falta aqui o terceiro elemento (candidato da linha da actual direcção do PSD) do tripé para se poder passar à fase dos finalmente».
Ferreira
Leite admite candidatura à liderança do PSD
Patinha Antão apresenta candidatura «para vencer»
Marcelo Rebelo de Sousa falava aos jornalistas antes de participar numa conferência sobre «O papel do PSD na Consolidação do Portugal Democrático», promovida pela Comissão Política Distrital da JSD/Setúbal.
Reafirmando que está fora da corrida à liderança do partido, Marcelo Rebelo de Sousa escusou-se a revelar se vai apoiar algum dos candidatos que já estão no terreno, ao mesmo tempo que minimizava as candidaturas de Patinha Antão e Aguiar Branco, mostrando-se mesmo convicto de que pelo menos este último irá desistir a favor da candidatura de Manuela Ferreira Leite.
Quanto à possibilidade do PSD ganhar as próximas eleições legislativas ao PS, Marcelo Rebelo
de Sousa mostrou-se bastante prudente, reconhecendo que se trata de uma tarefa difícil mas que é possível de conseguir com
um bom candidato a primeiro-ministro. «Não é fácil mas é possível. A fraqueza do Partido Popular (PP) também é prejudicial
para o PSD. Faz com que não haja partido à direita e que o PSD seja tentado a comer à direita e ir pouco para o centro esquerda.
Mas a esta distância, com o agravamento da situação económica, um bom candidato, um bom líder e candidato a primeiro-ministro,
pode ganhar a José Sócrates, até porque ele tem pela esquerda um BE e um PCP muito fortes».