Segundo o tenente-general Leonel Carvalho, a criminalidade violenta aumentou «ligeiramente acima dos 10 por cento» nos primeiros seis meses deste ano, enquanto a criminalidade geral aumentou «ligeiramente abaixo dos 10 por cento» no mesmo período face ao período homólogo de 2007.
Referiu,
porém, que a criminalidade violenta representa apenas «seis a seis e meio por cento do total da criminalidade», ou seja «uns
poucos milhares de crimes».
Leonel Carvalho referiu ainda que os números da criminalidade do primeiro semestre de 2008
estão a ser comparados com os do primeiro semestre de 2007, que foi «o melhor ano dos últimos seis anos».
Há mais de
um assalto a bancos por dia
«Já houve dias com mais assaltos»
Para o responsável pelo Gabinete Coordenador de Segurança, este aumento da criminalidade «está muito longe, mesmo muito aquém daquilo que tem sido referido pelos órgãos de comunicação social».
Sem quantificar o total de crimes ou o de crimes violentos, Leonel de Carvalho acrescentou que o aumento da criminalidade violenta se reporta sobretudo a assaltos a bancos, a carros e a postos de combustível.
Defendeu, por isso, a necessidade de uma «alteração» da estratégia de combate à criminalidade sem a especificar, porquanto não lhe cabe «definir ou determinar estratégias».
O Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, defendeu quarta-feira a necessidade de «uma concentração de meios e esforços e uma estratégia adequada» para fazer face à «onda de assaltos e crimes violentos» que se tem verificado.
O Procurador-Geral da República (PGR), Pinto Monteiro, vai emitir hoje uma nota com «sugestões para melhor combater a criminalidade especialmente violenta».
Fonte do Ministério da Administração Interna (MAI) avançou
à Agência Lusa que o PGR vai criar equipas especiais nos Departamentos de Investigação e Acção Penal (DIAP) para combaterem
a criminalidade violenta em articulação com o Ministério tutelado por Rui Pereira.