«O cónego Melo foi uma personalidade com um papel activo, à sua escala, para a implantação da República tal como hoje a vivemos», afirmou à agência noticiosa Nuno Melo.
Para este deputado eleito por Braga, que conheceu o ex-vigário da arquidiocese, o cónego Melo «foi uma voz forte na luta contra do PREC [Processo Revolucionário em Curso, em 1975], em que alguns quiserem impor um regime diferente daquele que hoje temos».
«Grande perda»
O lamento pela morte do sacerdote foi expresso também pelo presidente da Câmara de Braga, Mesquita Machado, que disse que o seu desaparecimento foi uma «grande perda» para a Igreja, para o país e, sobretudo, para a cidade.
«Monsenhor Eduardo Melo era um grande homem, um grande sacerdote e um grande bracarense, que tudo fazia pela cidade, pelas suas instituições e pelas suas gentes», afirmou, citado pela Lusa.
O autarca socialista acentuou que o Cónego Melo, além da sua extensa actividade no seio da Arquidiocese de Braga da Igreja Católica, estava presente em muitas outras instituições da cidade, «como o Sporting de Braga, tudo fazendo para as ajudar».
Processo da estátua
Já o presidente da Associação Industrial do Minho defendeu ser «altura de reerguer» o processo de colocação de uma estátua em Braga ao cónego Melo. «Defendo que aqueles que se bateram pela homenagem ao cónego Melo, lembrando a sua vida e obra numa praça de Braga, têm, agora, de retomar o processo», sustentou, António Marques, em declarações à Lusa.
Em 1993, um grupo de bracarenses mandou fazer uma estátua do cónego, que pretendiam fosse colocada na rotunda de Monte de Arcos em Braga, mas a ideia foi abandonada devido à contestação de forças políticas de esquerda, nomeadamente, PCP e Bloco de Esquerda, tendo a escultura sido guardada.
O empresário sublinha que, «independentemente da perspectiva de vida que cada um tenha, é indiscutível que o cónego foi um homem que marcou a vida da igreja, do país e da cidade».
HB