Mais importante do que os pés, para um sprinter é fundamental ter um dedo anelar mais comprido do que o indicador. É a diferença entre o tamanho dos dois dedos que revela a exposição a testosterona nos primeiros três meses de gestação. Significa ainda que há um menor risco de ataque cardíaco em idades jovens, de cancro na mama e maior fertilidade nas mulheres.
No entanto, o comprimento do anelar não traz só boas notícias, já que parece haver uma maior propensão a doenças como o autismo, à agressividade nos homens e a períodos de depressão nas mulheres.
Os estudos não falam unicamente dos dedos. O comprimento das pernas e do tronco tem sido ligados a doenças cardíacas e à diabetes, a altura aos cancros da próstata e da mama, a circunferência da cabeça à inteligência, as ancas à fertilidade e o peso ao nascer à depressão, diabetes e alta pressão sanguínea.
O professor John Manning, das universidades de Swansea e Southampton,
avalia a diferença entre o anelar e o indicador como uma marca histórica do que se passou no útero, quando cérebro, coração
e outros órgão estavam a crescer. Um dedo anelar maior sugere maior exposição a testosterona, enquanto um indicador mais pronunciado
revela maiores níveis de estrogénio. É cedo para termos todas as conclusões. A investigação continua em grande escala em Inglaterra.