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03-09-2008 - 12:58h

Governo toma medidas para combater assaltos a gasolineiras

Foi decidido o reforço do policiamento e a ligação dos sistemas de vigilância às centrais da PSP e GNR

Por: Redacçãoemailmais artigos deste autor / SM
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  • (Foto de arquivo)

O ministério da Administração Interna vai alargar a mais 1.000 postos de combustíveis o programa «Abastecimento Seguro», através de protocolos, assinados ainda este mês, para melhorar a cooperação entre as forças policiais e empresas privadas de segurança.

À entrada para a reunião, José Magalhães disse à TSF que seria importante «uma maior coordenação entre os sistemas de vigilância das empresas privadas e as das centrais de alarme da PSP e da GNR».

O responsável garantiu que esta coordenação permitirá reforçar a segurança nos postos de combustível, sem custos acrescidos. «Estes sistemas já são pagos e bem pagos pelos proprietários, devem ser devidamente articulados para ter informação privilegiada e para colocarmos a nossa central de alarmes articulada com as centrais de alarmes dessas empresas», defende.

José Magalhães, adiantou à TSF que no próximo dia 15 vão ser assinados protocolos com empresas privadas de segurança.

No final de uma reunião da Comissão para a Segurança dos Postos de Abastecimento, presidida pelo secretário de Estado da Administração Interna, José Magalhães, foi ainda anunciado o reforço do patrulhamento nestes locais.

«Queremos sentar os operadores principais de segurança privada no nosso grupo de trabalho. Pretendemos somar ao trabalho da polícia a sinergia da segurança privada», afirmou José Magalhães no final do encontro.

Na sequência da reunião, destinada a fazer um balanço das medidas que têm vindo a ser tomadas e preparar novas acções para evitar a criminalidade praticada em postos de abastecimento de combustível, o secretário de Estado anunciou ainda ter sido determinado «o reforço do patrulhamento visível ou descaracterizado».

José Magalhães defendeu ainda a necessidade de «medidas clarificadoras quanto aos criminosos» que utilizam armas, sublinhando que em 70 por cento dos crimes ocorridos este ano em postos de combustíveis houve recurso a armas de fogo.

«As alterações legislativas que visam a revisão da Lei das Armas [defendidas na semana passada pelo ministro da Administração Interna, Rui Pereira], com a imposição de novas regras que levem à prisão preventiva de quem cometa estes crimes são essenciais para acabar com a porta-giratória casos de suspeitos que ficam sujeitos a medidas de coacção mais leves após a prática de um crime e reincidem», frisou o governante.

«Não compensa assaltar postos de combustível

«Saio convencido que as coisas irão melhorar», disse Augusto Cymbron, presidente da ANAREC, aos jornalistas no final do encontro.

Augusto Cymbrom, afirmou ainda que «não compensa assaltar bombas de gasolina», já que estas «têm muito pouco dinheiro disponível».

O responsável apelou ainda aos assaltantes para que se recordem que «além de prejudicarem a empresa detentora do posto estão a pôr em causa postos de trabalho».

«Deixem de assaltar e vão trabalhar que é melhor», disse Augusto Cymbrom.


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