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23-07-2008 - 11:17h

IP4: Centenas a mais de 200 quilómetros por hora

Locais onde se registam a maioria dos excessos de velocidade são os troços onde existem menor sinistralidade

Por: Redacçãoemailmais artigos deste autor / AIS
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  • Estrada

O IP4 registou nos últimos meses os maiores excessos de velocidade em Portugal, com centenas de automobilistas a circularem a mais de 200 quilómetros/hora e a acelerarem mais depois de Vila Real, à medida que se aproximam da fronteira, informa a agência Lusa.

Os excessos não foram registados pelos radares da Brigada de Trânsito (BT) mas pelos equipamentos de telemetria que a empresa Estradas de Portugal (EP) tem espalhado pelas diferentes vias do país.

As autoridades locais reagiram com alguma surpresa aos números e já anunciaram que vão apertar o cerco aos aceleras, com o problema a fazer parte da agenda da próxima reunião do Conselho Distrital de Segurança Rodoviária, que terá lugar terça-feira.

O dobro das viaturas do IP4 circulam a mais de 180 quilómetros por hora

Os dados estão disponíveis na Internet e mostram que se atingem maiores velocidades no itinerário que liga Amarante à fronteira, em Bragança, do que na principal auto-estrada do país, a A1, entre Lisboa e Porto.

Já no IP4, quase 2200 viaturas circularam a mais do dobro dos 90 quilómetros/hora permitidos. Destas viaturas, 538 ultrapassaram os 200 quilómetros/hora, quase metade apenas nos poucos mais de 20 quilómetros que ligam Bragança à fronteira com Espanha, em Quintanilha.

«Não vamos tolerar este tipo de velocidade» disse o governador civil e coordenador do Conselho Distrital de Segurança Rodoviária, Jorge Gomes. Uma das medidas a tomar será «redireccionar os radares da Brigada de Trânsito para as zonas onde ocorrem mais infracções, sem descurar as restantes», referiu o governador Jorge Gomes.

Dados da EP devem ser motivo de estudo e não de condenação

«As pessoas queixam-se que o IP4 é martirizado pelas forças de segurança, mas estes números provam que não é assim tanto», disse o responsável, referindo à ideia generalizada na região de «perseguição» e «caça à multa» por parte da BT.

A colocação de vários radares fixos identificados sem que os automobilistas conheçam qual está realmente a funcionar é a sugestão do presidente da Associação de Utilizadores do IP4 (AUIP4) para combater os excessos de velocidade.

Luís Bastos defende que os dados da EP «devem ser motivo de estudo e não devem ser aproveitados para culpabilizar de imediato a estrada ou os condutores», embora frise que considera «estas atitudes (excesso de velocidade) condenáveis».

O IP4 foi apelidado de «estrada da morte», sendo 2004 o pior ano da sua história com 33 pessoas mortas em acidentes de viação.

Menor sinistralidade em locais onde se regista excesso de velocidade
A sinistralidade e as mortes na estrada têm diminuído na via depois de várias campanhas de sensibilização e intervenções para inibir comportamentos perigosos dos automobilistas e melhorar as condições da via. Em 2005 registaram-se 18 mortes, 13 em 2006 e oito em 2007. Este ano, morreram três pessoas no itinerário com cerca de 200 quilómetros.

Porém, os lanços correspondentes ao distrito de Bragança são os que menor sinistralidade registam, apesar do aumento do excesso de velocidade, o que «deve ser motivo de interrogação e estudo», na opinião do governador civil do distrito.

Embora sem quererem comprometer-se com interpretações para o problema, as autoridades locais acreditam que estes excessos possam ter alguma relação com o tráfego laboral de fim-de-semana das carrinhas que transportam trabalhadores da construção civil para Espanha.


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Comentários -
53
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tão boas intensões...| 2008-09-17 / 22:37 | Por: Angelo Oliveira
53
como é que estes senhores continuam a afirmar que não há caça á multa, nem o objectivo é enriquecer os cofres do estado, se os radares estão nas zonas onde não há peões, e continuam a morrer dezenas de pessoas atropeladas, os policias estão mais preocupados com os estancionamentos do que com as passadeiras junto ás escolas, o excesso de velocidade nas vias rapidas do que nas localidades, principalmente onde há peões, com o alcool do que com os telemoveis, , etc... os telemoveis provocam mais acidentes, só que a pessoa depois de bater, desliga... e quando a policia chega, faz o papel de santinho...
Oh "Fastone"| 2008-07-23 / 22:14 | Por: Manuel Quebrado
52
então tu com essas saídas não te deste ainda conta de que tu é que és um hipócrita?...
Já me faz lembrar a história dos "Bétinhos"...| 2008-07-23 / 20:25 | Por: Soldado Desconhecido
51
Este sr. luís bastos eu espero que não seja mais um dos que come à "mesa do Orçamento de Estado".
Espero que seja um empresário, um trabalhador por conta própria ou empregado do sector privado. Porque se o Estado lhe paga e lhe permite dizer alarvidades destas "um condutor que leva um carro a 200 Km/h numa estrada cujo limite é 90, não deve ser culpabilizado"...santo Deus, então eu se for para a rua aos tiros a torto e a direito também mereço idêntico tratamento, devo ser estudado e não culpabilizado, já que o risco de matar alguém será igual ou mesmo menor...
Foi para isto que tu morreste, Soldado Desconhecido...melhor fora que tivesses desertado. Esta Pátria não te merece.

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