A inspecção obrigatória de veículos de duas rodas tem sido analisada entre a ANCIA e o Instituto da Mobilidade e Transportes Terrestres (IMTT), entidade que tutela as inspecções periódicas.
«Consideramos que se devem fazer inspecções a todos os veículos que circulam na via pública. Temos de saber como andam na estrada. Numa primeira fase, serão as motas», disse Fernando Teixeira. O presidente da ANCIA defendeu que, à semelhança de outros países europeus, Portugal deve alargar as inspecções periódicas obrigatórias a outros veículos motorizados que circulam na via pública, como «tractores agrícolas, gruas e retroescavadoras».
Vinte por cento dos automóveis que circulam em Portugal reprovam na inspecção periódica obrigatória, mas esta percentagem tem vindo a baixar nos últimos anos graças à evolução do parque automóvel, disse o presidente da associação do sector. Fernando Teixeira afirmou que «o parque automóvel português é dos mais renovados da Europa», o que «também tem a ver com a actividade de inspecção automóvel».
«A necessidade de ir à inspecção obriga as pessoas a ter o carro o mais actualizado possível», afirmou, reconhecendo que também tem contribuído a política do Governo de incentivo ao abate de viaturas antigas.
Trezentos operadores deste sector, fabricantes de equipamentos e representantes de governos e de entidades reguladoras de 45 países dos cinco continentes reúnem-se entre terça e quinta-feira no Porto na 11ª Conferência Anual da Associação Internacional de Inspecção de Veículos a Motor (CITA). O enquadramento normativo da actividade, o impacto ambiental dos veículos e a segurança rodoviária são os principais temas em debate na conferência, organizada pela ANCIA.
O presidente da associação destacou
o impacto que têm tido as normas comunitárias, nomeadamente na imposição aos construtores de automóveis de sucessivas reduções
de emissão de gases poluentes. Na opinião de Fernando Teixeira, além de mais ecológicos, os automóveis também estão cada vez
mais seguros, o que deverá contribuir para a redução da sinistralidade e para a baixa da taxa de reprovação nas inspecções.