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29-09-2008 - 00:01h

Reportagem: histórias de «professores que sofrem»

Na semana que antecede o Dia Mundial do Professor, cinco casos que servem de ponto de reflexão

Por: Filipe Caetanoemailmais artigos deste autor
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  • Manifestação dos professores em Lisboa [Filipe Caetano]

«Professores que sofrem» é uma série de reportagens do PortugalDiário que vai preencher toda esta semana, antecedendo o Dia Mundial dos Professores, que se assinala, por consignação da UNESCO, no próximo domingo, dia 5 de Outubro.

Numa altura em que o ano lectivo já arrancou, apresentamos cinco histórias de vida complicadas, demonstrando que, apesar dos bons indicativos apresentados pelo Governo, ainda muito trabalho há a fazer, sendo a classe docente a que apresenta um maior número de queixas em relação à sua actividade.

São casos de doença, injustiça, incompreensão, má colocação, pobre avaliação e até fobia. O ponto de partida é de mera reflexão, apresentando testemunhos que poderão abrir portas a outras situações relatadas na primeira pessoa.

A série de reportagens termina esta sexta-feira com os problemas que têm surgido no acesso ao cargo de professor titular. O novo Estatuto da Carreira Docente passou a dividir a profissão e agora são docentes mais qualificados que avaliam os restantes. Mas há injustiças, como a de Virgínia, que tem mestrado e doutoramento, mas não teve acesso à titularidade.

Na quinta-feira, o sofrimento de uma professora que se viu impedida de cumprir as suas funções na escola e acabou por desenvolver uma fobia. Hoje já nem consegue pensar em regressar, tem cancro e aposta na denúncia de casos de colegas num dos blogues de educação mais conhecidos a nível nacional.

Na quarta-feira apresentámos o caso de uma professora licenciada em Português/História, que não consegue colocação na sua área, mas continua ligada à escola, agora como tarefeira de limpeza. O máximo que pode fazer numa sala de aula é... limpá-la.

Na terça-feira, falámos sa revolta dos professores com pós-graduação em Educação Especial, que, por não terem cinco anos de experiência, estão desempregados, enquanto crianças com necessidades educativas especiais ficam sem o apoio devido.

Na segunda-feira revelámos a a história de Maria, uma professora do 12º ano que luta contra a intolerância na escola, a falta de reconhecimento pelo bom trabalho feito com os alunos e o actual sistema de avaliação. Para além disso, ainda tem de viver com um linfoma, que lhe reduz as perspectivas de vida. Nunca pensou em desistir de leccionar, porque sente que dentro da sala de aula o cancro como que «desaparece».



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