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31-10-2008 - 19:01h

Salão Erótico está de regresso com sotaque brasileiro

Brasil é o país convidado da IV edição do evento em Portugal. IOL Diário esteve presente no arranque do certame que, este fim-de-semana, transforma Lisboa na «capital do sexo»

Por: Miguel Moraisemailmais artigos deste autor
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O Salão Internacional Erótico está de regresso a Lisboa, naquela que é a quarta edição de certame em Portugal. As portas da Feira Internacional de Lisboa (FIL) abriram esta sexta-feira às 14 horas e mostraram um espaço totalmente dedicado ao Brasil, naquela que é a principal novidade do Salão Internacional Erótico de Lisboa (SIEL).

Veja o vídeo mais abaixo

Dunia Montenegro, actriz brasileira de filmes para adultos, é a principal embaixadora da Área Brasil. O IOL Diário esteve à conversa com a actriz pornográfica, que desvendou um pouco «o véu» sobre o que se vai passar na FIL durante os três dias do evento. «Está frio em Portugal mas aqui no salão faz calor e as pessoas podem refrescar-se com uma capirinha e podem também beber caipirinha afrodisíaca, ou seja, quando sairem do festival podem ter outros planos. Vamos ter também música brasileira ao vivo, apresentações de capoeira e stripteases tropicais», refere Dunia Montenegro.

A IV edição do Salão Erótico tem no seu cartaz mais de 100 artistas nacionais e internacionais, entre eles os portugueses Sá Leão e a actriz Rafaela, Anastacia Mayo (Espanha), Sophie Evans (Hungria), Jessica Blue (Espanha), David Galant (Espanha), Suzie Loren (Rep. Checa) e o grupo Beat Boys, entre muitos outros. O evento apresenta mais de 400 espectáculos que se realizam de forma contínua e 60 expositores de várias empresas nacionais e estrangeiras ligadas ao sexo.

Depois de ter sido frequentado por mais de 100 mil pessoas nos últimos três anos, a IV edição do SIEL promete elevar as expectativas. «Em termos de público a nossa expectativa é de 35 a 45 mil pessoas porque os factos falam por si e a percentagem de visitantes tem vindo a subir de ano para ano», afirma Sá Leão, porta-voz da organização do evento.

Um aumento de público que se deve sobretudo à maior adesão das mulheres e de casais, defende o produtor português de filmes pornográficos. «Para nós é muito positivo cada vez mais ter uma percentagem maior de senhoras e casais. Este ano temos uma novidade, uma secção mais dedicada às senhoras onde poderão privar com strippers masculinos e também gravar um vídeo», disse Sá Leão.

«Crise? O problema são os impostos»

Numa altura em que a crise financeira afecta todas as áreas, será que também já chegou à indústria do sexo? «O problema não é tanto a crise mas os impostos, acima de tudo. Para quem quer trabalhar legalmente como eu e outros, não é possível, porque pagamos muito ao Estado», lamentou Sá Leão.

O Salão Erótico vai estar no pavilhão 4 da FIL até ao dia 2 de Novembro.


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