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08-10-2008 - 22:15h

Gays «dedicam» um minuto a Sócrates

Protesto «flash» em Lisboa para lembrar que proibir o casamento entre gays «não faz qualquer sentido»

Por: Cláudia Lima da Costaemailmais artigos deste autor
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Como se fosse o disparo de um flash algumas dezenas de jovens juntaram-se ao final da tarde desta quarta-feira, na Praça do Rossio, em Lisboa, para lembrar que não permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo é «estúpido, inconstitucional e não faz qualquer sentido», reclama uma jovem de 16 anos.

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O protesto foi convocado pela Internet e pretendia, para além de exercer «uma forma de cidadania», mostrar ao PS que apesar do chumbo previsto no Parlamento, na próxima sexta-feira, onde serão discutidos os projectos de lei que prevêem casamento civil entre pessoas do mesmo sexo, o descontentamento existe, não só entre homossexuais, mas também entre os heterossexuais.

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«Se nós somos a favor da liberdade para todos temos que defender aquilo que achamos. Não é só por sermos heterossexuais e por aquilo não nos dizer respeito directamente que temos que fugir com o rabo à seringa e não dar a cara», disse ao PortugalDiário, Ana Rita Gomes, de 16 anos. Na praça do Rossio, estavam jovens de várias idades, homossexuais, mas também vários casais heterossexuais que quiseram demonstrar o apoio aos gays e o descontentamento com a política do Governo.

«Podemos olhar aqui para o lado, em Espanha, onde foi aprovada essa lei, porque houve o Zapatero que se impôs, deu um passo à frente, e podemos ver que em termos de casamento, de valores, não mudou nada», afirmou Tiago de 17 anos.

Gays marcam protesto «flash» pelo casamento

Uma discussão de valores que o primeiro-ministro não quis ter, alegando que o tema não estava na agenda do PS. «É muito bom saber que eu, enquanto homossexual, não sou prioritário para o Governo português», declarou Paulo Vieira de 34 anos.

A não aprovação do PS, assim como o «disparate» da disciplina de voto são decisões que para estes cidadãos deixam uma marca: «Portugal é muito menos livre porque estamos a falar de muitos milhares de casais que tem efectivamente que têm os mesmos deveres, que os cumprem, mas que efectivamente não têm os mesmos direitos».


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