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23-01-2009 - 22:19h

Freeport: pedidas explicações a Sócrates

Sindicato Magistrados do Ministério Público quer que PM clarifique as suas afirmações sobre o caso

Por: Redacçãoemailmais artigos deste autor / HB
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  • Freeport (arquivo)

O presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, António Cluny, apelou esta sexta-feira ao primeiro-ministro, José Sócrates, que clarifique as afirmações que proferiu sobre o caso Freeport vir novamente a público em tempo de eleições, noticia a Lusa.

Na quinta-feira, na cidade espanhola de Zamora, o chefe do Governo português recordou que o caso do empreendimento comercial de Alcochete surgiu na campanha eleitoral de 2005 e «volta agora quando vão novamente ser disputadas eleições».

«Não quero crer que o primeiro-ministro tenha dito isso com segundas intenções, mas, objectivamente, pode ser entendido como uma insinuação sobre a partidarização e politização da investigação», sustentou à Agência Lusa o presidente do Sindicato dos Magistrados do Ministério Público, António Cluny.

Cluny entende que José Sócrates deve «esclarecer o sentido das afirmações, de que não quis insinuar que a intervenção das autoridades judiciárias, que dependem directamente do procurador-geral da República, tivesse outro objectivo que não a busca da verdade».

Em declarações aos jornalistas, à margem da Cimeira Ibérica, em Zamora, o primeiro-ministro manifestou ainda a esperança de que as autoridades judiciais «façam rapidamente o seu trabalho relativamente ao caso Freeport».

Escusando-se hoje a comentar directamente estas afirmações, o presidente da Associação Sindical dos Juízes Portugueses, António Martins, referiu que «todos os cidadãos têm direito a pedir celeridade à Justiça».

«É um direito que qualquer cidadão tem de ter. É natural e é legítimo. A Justiça tem de responder com celeridade a todos os cidadãos», insistiu, quando confrontado pelos jornalistas sobre as declarações do primeiro-ministro, no final de uma reunião com o ministro da Justiça, em Lisboa, sobre a segurança nos tribunais.


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Comentários -
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Estamos em 2009 - Ano de Eleições| 2009-01-23 / 23:07 | Por: Diogo Sotto Maior
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O Juiz Cluny não necessita q se explique q estamos em 2009, ano de eleições. Cluny não pode negar esse facto e Sócrates tem o direito q conhecer o ano em q estamos. Se Cluny entende como insinuação é porque alguém se sente culpado disso.

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